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O melhor clube do planeta agora não é mais paulista. É gaúcho.
O Sport Club Internacional não pertence somente a Porto Alegre, nem ao Brasil. O Internacional agora é do mundo. A conquista do título de campeão mundial interclubes pelo time brasileiro foi sensacional, principalmente por ter sido em cima do mega poderoso time do Barcelona, atual campeão europeu e bi campeão espanhol. A conquista também serviu para coroar um árduo trabalho realizado pelo técnico Abel Braga, que além do título da Libertadores da América 2006 também conquistou o vice campeonato brasileiro com o time colorado.
No domingo (17), dia da final, levantei-me logo cedo e preparei um café. Devo confessar que estava ansioso pelo jogo, e sabia que seria muito difícil para o time espanhol, mas pensei que eles fossem vencer. Não que eu estivesse torcendo para o Barça, pelo contrário, mas simplesmente porque no jogo contra o América do México o time catalão havia destruído o adversário, ao passo que o Internacional sofrera para vencer o egípcio Al Alhi. No papel o título já seria de Ronaldinho e Cia., mas na prática o negócio foi muito diferente.
Em noite inspirada do veterano Iarley, campeão do mundo também pelo Boca Jrs., o Internacional de Porto Alegre simplesmente jogou como um gigante, um colosso que entrou para lutar e vencer.
Além de Iarley, destaque da partida com a assistência precisa que resultou no gol do título, Fabiano Eller foi outro monstro na defesa. Jogando na bola e sem qualquer tipo de violência, o zagueiro conseguiu anular as principais jogadas do adversário. Resultado? A conquista do título de campeão do mundo interclubes, agora a principal taça da história do Sport Club Internacional em seus 103 anos de existência.
Com esse título, o colorado igualou-se ao seu maior rival, o Grêmio, campeão mundial em 1983 ao vencer o Peñarol.
Li, em um jornal de grande circulação no país, que o salário anual de Ronaldinho Gaúcho pagaria a atual folha salarial do Internacional durante 5 anos. Não que Ronaldinho não faça jus a todo esse dinheiro, mas a diferença é gritante e merece ao menos essa observação – será que adiantou alguma coisa?
Curiosidade
Carlitos, conhecido como “Sujeira”, foi o maior artilheiro da história do Internacional com 325 gols. Sempre que podia, praticava alguma diabrura ou pegadinha nos jogos. Certa vez, antes de uma cobrança de escanteio, ele prendeu o calção do goleiro adversário (Júlio, goleiro do Grêmio) em um prego que havia na trave. Quando a bola alcançou a área, Júlio saiu para a defesa e seu calção acabou rasgando.
Além de maior artilheiro do Inter, Carlitos também foi o autor do gol mais rápido do Rio Grande do Sul – 10 segundos.