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05.06.07

Craques

 

Existem muitos bons jogadores espalhados pelo Brasil. Alguns são realmente bons, outros são temporariamente bons. Aqui, nessa análise, não será levada em consideração a posição dos goleiros.

Vale começar por Leandro, do São Paulo. Ele foi um craque temporário, a despeito de sua imensa força de vontade e determinação nas disputas de bola. Na Libertadores vencida pelo São Paulo, em 2005, Leandro jogou monstruosamente. Depois disso, continuou com a mesma força de vontade, mas não conseguiu jogar mais nada. Já Aloísio, também do Tricolor, é sempre um bom jogador. Não estamos falando de um craque, mas ele é um atleta fundamental para qualquer equipe, uma vez que joga sempre com a mesma regularidade.

No Palmeiras, o temporário é Pierre. Alternando jogadas de efeito com lances infrutíferos, o meia alviverde ainda figura na condição de efêmero. Já Valdívia, sempre solidário, encabeça a lista dos bons jogadores do Verdão. Prova disso foi o fato do Palmeiras ter perdido sua primeira partida no Brasileirão, mesmo jogando bem. O chileno Valdívia não jogou. Estava servindo a seleção de seu país. E o que mais faltou à equipe, na derrota diante do Cruzeiro, foi justamente o melhor fundamento do chileno – pontaria.

Para os lados da baixada santista, vale a escalação, além do bom jogador, de um craque no time. Zé Roberto, um atleta que não pode figurar somente entre os bons jogadores, mas sim entre os craques. Como bom jogador, destaque para o lateral esquerdo Kleber. Preciso, incansável e com uma regularidade assustadora, Kleber é, sem dúvidas, um dos destaques do Santos. No setor temporário entre o meia atacante Kleber Santana. Ao contrário de seu xará, Kleber Santana não é constante. Alternando bons e maus momentos, o valente jogador possui mais força de vontade do que habilidade, o que o classifica como temporário.

Por fim, o Corinthians. Esse talvez seja o clube mais difícil de se julgar o bom jogador do time, levando-se em consideração que o elenco que está disputando o campeonato brasileiro é extremamente recente, impossibilitando uma análise fundada em fatos concretos. Mesmo assim, com base somente nos quatro primeiros jogos do nacional, o bom jogador da equipe está dividido entre dois atletas – William e Everton Santos. Aliando a boa visão de jogo do primeiro com a habilidade do segundo, tem-se “o” bom jogador do time. Na categoria transitório, por sua vez, está o zagueiro Betão, que sempre joga com muito vigor e disposição, mas nem sempre consegue efetivamente jogar um bom futebol.

Enfim. Essa é a realidade de nosso futebol. Todos os times são compostos por jogadores constantes e jogadores temporários. Um completa o outro, e quando o atleta temporário consegue jogar seu melhor futebol, o time alcança bons resultados e muitas vezes títulos, mas quando o jogador transitório está mal, o time não consegue deslanchar.

  • criado por  flavioreifftoller criado por flavioreifftoller
  • Postado em 11:37:25
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