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Botafogo do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Goiás. Esses são os primeiros quatro colocados na tabela do Brasileirão 2007, provando que este deverá ser uma das mais disputadas edições da competição. O equilíbrio entre os estados vem se mostrando a cada rodada. Ora entra um goiano entre os quatro, ora retorna um mineiro nas primeiras colocações. Independente dessa alternância, contudo, dois estados estão sempre representados entre os quatro – São Paulo e Rio de Janeiro.
O Palmeiras já esteve lá, hoje está lutando contra uma crise interna por falta de bons resultados em casa. O Vasco também já esteve no topo, e hoje procura acertar o time para voltar a disputar, ao menos, uma vaga na Libertadores. O São Paulo apareceu nessa condição depois da última rodada, ao vencer o Santos na Vila Belmiro, e parece que está no caminho certo para voltar a jogar o bom futebol que o sagrou campeão brasileiro em 2006. O Corinthians, com um jogo a menos, pode voltar a ficar entre os quatro se vencer seu próximo compromisso, e o pior, será o clássico contra o Verdão. O Santos, por fim, ainda não se encontrou depois da saída de Zé Roberto e, para Luxemburgo, Rodrigo Tabata e Pedrinho não substituem o craque.
O Paraná, por sua vez, hoje é vice-líder do torneio. Conta com o artilheiro da competição, e o bom trabalho no clube continuou mesmo após a saída do técnico Caio Júnior para o Palmeiras. Por fim o Goiás, que chegou na quarta colocação após vencer o Náutico, em Recife. Destaque para o goleiro Harlei e para o atacante Fabrício Carvalho. O primeiro por segurar as inúmeras investidas do clube pernambucano e o segundo por ter feito os dois gols e garantiram a vitória esmeraldina.
Louis Hamilton
Na coluna da semana passada ia escrever algo sobre esse garoto, mas empolguei ao falar do caso Robinho e não sobrou espaço. Não há como reconhecer o talento desse jovem piloto inglês, que as 22 de idade já bateu todos os recordes que um estreante na fórmula 1 poderia bater. Já foram 7 corridas, e o talentoso inglês subiu ao podium em todas elas, sendo 1 vez como terceiro colocado, 4 vezes tendo terminado na segunda posição e 2 vezes vencendo as provas.
O menino promete, e a escuderia McLaren, também inglesa, fará de tudo para fazer de Hamilton o mais novo ídolo da fórmula 1, podendo, inclusive, obrigar o espanhol Alonso a “entregar” a corrida, assim como a Ferrari obrigava Rubinho a fazê-lo em detrimento a Schumacher.
O consistente piloto, ainda, figura como o primeiro negro a vestir um macacão de uma escuderia na F-1, tendo sido comparado a grandes estrelas como Tiger Woods (golfe) e Michel Jordan (basquete).
Por fim, além de ser um grande “motorista”, Hamilton ainda é uma pessoa extremamente simpática ao lidar com a imprensa, atitude essa de difícil acontecimento no mundo da fórmula 1.
As picuinhas da Confederação Brasileira de Futebol beiram as margens do ridículo. E a novela envolvendo o atacante Robinho, do Real Madri, ganhou ares de pastelão mexicano, principalmente por seu desfecho. Tudo começou na semana passada, após a convocação dos atletas que irão disputar a Copa América na Venezuela.
Na lista convocatória, o nome de Robinho apareceu entre os 22 jogadores escolhidos pelo técnico Dunga para fazer parte do grupo que irá disputar o torneio sul americano de seleções. Esse grupo, após a convocação, apresentou-se ao técnico na Granja Comary, em Teresópolis – RJ, para início dos preparativos visando à disputa da referida competição. Até aí tudo bem, a não ser pela justificada ausência de Robinho que somente poderia apresentar-se a seleção hoje (19).
Quando da apresentação dos atletas na Granja Comary, a comissão técnica ficou sabendo que o ex santista Robinho não iria se apresentar junto com o grupo, uma vez que seu time, o Real Madri, no domingo (17), disputaria a última e decisiva partida do Campeonato Espanhol, valendo o título nacional, e contava com a presença do brasileiro entre os titulares.
A CBF, então, resolveu criar polêmica e resolveu enviar um ofício a FIFA, denunciando o clube espanhol por não ter liberado o atacante, além de ter obrigado o brasileiro a treinar com o elenco merengue na sexta feira (15).
Ora. Essa atitude radical da CBF foi patética. Por óbvio Robinho deveria permanecer no Real Madri até o jogo de domingo, uma vez que quem paga os salários dele é o clube, e não a seleção brasileira. Ameaçado, Robinho até cogitou renunciar a seleção brasileira para poder defender seu clube na última partida do torneio espanhol. Com essa notícia, então, a CBF resolveu que o melhor seria “liberar” Robinho para jogar pelo Real, contando com sua presença a partir de hoje (19) na Granja Comary.
Ou seja, Robinho precisou ameaçar que não iria mais disputar a Copa América para que a CBF pudesse dar seu “aval” para ele jogar a partida final do espanhol. A organização máxima do futebol no Brasil poderia, desde o início, ter concordado que o atacante se apresentasse somente hoje, evitando dissabores tanto para o Real Madri quanto para a FIFA.
E Robinho sagrou-se campeão espanhol, tendo participado diretamente de 2 dos 3 gols marcados pelo time de Madri contra o Mallorca.
Enquanto isso, na Granja Comary, os jogadores que já se apresentaram ao técnico Dunga somente faziam exercícios no campo de treinamento, sem a realização de nenhum coletivo que realmente necessitasse da presença de Robinho para a definição final da equipe que irá estrear na Copa América no próximo dia 27, contra o México.
Lamentável. Não há outra definição para essa horrorosa atitude da CBF em tentar mostrar que “manda” nos jogadores e nos clubes que esses jogadores defendem, mas dessa vez o tiro saiu pela culatra, e a CBF, que não pode abrir mão de um craque como Robinho, foi obrigada a pagar esse mico.
Existem muitos bons jogadores espalhados pelo Brasil. Alguns são realmente bons, outros são temporariamente bons. Aqui, nessa análise, não será levada em consideração a posição dos goleiros.
Vale começar por Leandro, do São Paulo. Ele foi um craque temporário, a despeito de sua imensa força de vontade e determinação nas disputas de bola. Na Libertadores vencida pelo São Paulo, em 2005, Leandro jogou monstruosamente. Depois disso, continuou com a mesma força de vontade, mas não conseguiu jogar mais nada. Já Aloísio, também do Tricolor, é sempre um bom jogador. Não estamos falando de um craque, mas ele é um atleta fundamental para qualquer equipe, uma vez que joga sempre com a mesma regularidade.
No Palmeiras, o temporário é Pierre. Alternando jogadas de efeito com lances infrutíferos, o meia alviverde ainda figura na condição de efêmero. Já Valdívia, sempre solidário, encabeça a lista dos bons jogadores do Verdão. Prova disso foi o fato do Palmeiras ter perdido sua primeira partida no Brasileirão, mesmo jogando bem. O chileno Valdívia não jogou. Estava servindo a seleção de seu país. E o que mais faltou à equipe, na derrota diante do Cruzeiro, foi justamente o melhor fundamento do chileno – pontaria.
Para os lados da baixada santista, vale a escalação, além do bom jogador, de um craque no time. Zé Roberto, um atleta que não pode figurar somente entre os bons jogadores, mas sim entre os craques. Como bom jogador, destaque para o lateral esquerdo Kleber. Preciso, incansável e com uma regularidade assustadora, Kleber é, sem dúvidas, um dos destaques do Santos. No setor temporário entre o meia atacante Kleber Santana. Ao contrário de seu xará, Kleber Santana não é constante. Alternando bons e maus momentos, o valente jogador possui mais força de vontade do que habilidade, o que o classifica como temporário.
Por fim, o Corinthians. Esse talvez seja o clube mais difícil de se julgar o bom jogador do time, levando-se em consideração que o elenco que está disputando o campeonato brasileiro é extremamente recente, impossibilitando uma análise fundada em fatos concretos. Mesmo assim, com base somente nos quatro primeiros jogos do nacional, o bom jogador da equipe está dividido entre dois atletas – William e Everton Santos. Aliando a boa visão de jogo do primeiro com a habilidade do segundo, tem-se “o” bom jogador do time. Na categoria transitório, por sua vez, está o zagueiro Betão, que sempre joga com muito vigor e disposição, mas nem sempre consegue efetivamente jogar um bom futebol.
Enfim. Essa é a realidade de nosso futebol. Todos os times são compostos por jogadores constantes e jogadores temporários. Um completa o outro, e quando o atleta temporário consegue jogar seu melhor futebol, o time alcança bons resultados e muitas vezes títulos, mas quando o jogador transitório está mal, o time não consegue deslanchar.